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O DJ do Barreiro: Fabiano Silva e a fantástica história dos bastidores da carreira na música

O barreirense que começou sua carreira em São Paulo é o convidado do PQS desta semana.

Fabiano Silva ainda era criança quando se apaixonou por música. Da frequência FM das rádios jovens vinha a inspiração para se imaginar um Disc Jockey, DJ. Tocando para uma plateia imaginária, ouvindo cada vez mais referências, ele ainda pequeno já se imaginava na profissão. E como diria a canção do Clube da Esquina, “os sonhos não envelhecem”, por um bom tempo aquilo ficou esquecido, mas não apagado.

O tempo passou! Em 2009, Fabiano trabalhava em São Paulo e por lá ouviu na rádio Mix algumas propagandas de cursos de DJ. Aquilo era algo que aguçava um sonho antigo, mas os cursos eram em horários em que ele não podia frequentar devido ao trabalho ou eram pesados para o bolso daquele mineirinho, de Belo Horizonte, do Barreiro, que estava trabalhando na maior metrópole do mundo.

Mas quando a coisa tem de acontecer tudo conspira a favor. A brincadeira de criança, então, começava a ganhar consistência.  Um colega de Fabiano licenciou-se do trabalho e durante uma temporada ele precisou cumprir o seu horário nas madrugadas. No mesmo período, coincidentemente, soube de um curso promocional de Disc Jockey e ele então se matriculou.  Este foi o start que ele precisava para começar na profissão.  “O curso na verdade é um apontamento. Ele aponta os caminhos”, lembra.

De lá para cá, já são 11 anos, conciliando o trabalho na área de Logística, aquele que o levou para São Paulo, e a carreira na música. Atualmente, trabalha em Belo Horizonte, mora no Barreiro e a trajetória como DJ vivencia altos e baixos. Até 2019 o desafio era conciliar uma agenda cheia de eventos diversos e hoje o mercado da música está parado devido a pandemia. “Desde o início do isolamento os eventos foram deixando de acontecer e agora o desafio é saber como vai ser depois disso tudo”, destaca.

Por trás da alegria e diversão que um DJ leva às festas, tem muito trabalho. “Para cada uma hora e meia, duas horas de festa, são oito horas de trabalho no dia para montar e desmontar equipamentos, além da preparação do set e todo o estudo para elaboração do roteiro”, destaca.

Curiosidades e opiniões:

BNEWS:  O verdadeiro Dj é o que toca com disco?

FABIANO SILVA: O disco é nostálgico e bonito, mas as coisas precisam evoluir.

BNEWS: Você faria uma festa só tocando sertanejo universitário?

FABIANO SILVA: Já fiz muitas festas temáticas, como pagode e moda de viola.  Até tocaria só sertanejo universitário, mas ficaria um set muito limitado, pois as músicas são muito iguais.

BNEWS: E o pedido “toca Raul” acontece na noite?

FABIANO SILVA:  Em todo evento há esse pedido. Metamorfose Ambulante é a mais pedida.

O DJ Fabiano Silva participou do podcast Porque Hoje é Sábado. Falou sobre a carreira ,as histórias  na música e comentou os principais destaques dos noticiários dessa semana em um papo com os jornalistas Ailton do Vale e Fabiano Frade.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.